Acho que ainda estou a crescer,
aos poucos vou descobrindo o mundo que me rodeia,
cada vez dou mais importância aos comportamentos das pessoas,
a forma como me abordam e como me fazem sentir,
mas isso só me têm trazido desilusões,
é como se só agora pudesse afastar a cortina e reparar no que ela escondia.
É como se aquelas pessoas que eu achava que pertenciam ao meu mundo
nunca tivessem pertencido verdadeiramente.
Estamos sempre no direito de querermos mais,
e não estou a falar de coisas materiais mas sim de sentimentos,
e quando nos apercebemos que pudiamos ter mais «um bocadinho» do que temos
corremos em busca desse mais «um bocadinho»,
secalhar é errado, mas quem não pensa na sua felicidade?
Todos nós queremos mais, nem que seja um coisa minúscula,
desde que nos sintamos mais felizes, «esse bocadinho» vale sempre a pena ser aproveitado
O mundo desaba quando «esse bocadinho» interfere com tudo o que ja tinhamos,
é como se tivessemos uma torre de cartas e quisessemos pôr mais uma e apenas uma carta,
logo que tocamos com essa carta no cimo da torre,
essa mesma torre que nos deu tanta felicidade se desfizesse
e ficassem umas cartinhas ainda seguras na base da torre,
ficamos de rastos sem saber o que fazer,
se construimos outra vez esse mesma torre mas sem colocarmos a carta que fez desabar tudo,
se desistimos e arrumamos as cartas todas e esperamos que o destino faça a torre por nós.
Pode ser que mais tarde ou mais cedo desvende o mundo por completo,
até lá o melhor seria deixar que o destino escolha o que é melhor para mim,
porque só o destino sabe se hei-de ter sorte no futuro ou se ainda me reserva lágrimas.
logo se vê, logo se vê,...